Descubra o patrimônio necessário para receber R$ 2.000 por mês. Com CDI a 14,40% a.a., LCI/LCA (90% do CDI) exige o menor capital: R$ 195.943,21 (preservando o principal).
Taxas dos investimentos
Preservar poder de compra
Considera inflação no cálculo da renda real
Patrimônio necessário
IR de 15% aplicado (alíquota de longo prazo, >720 dias). LCI/LCA e Poupança são isentas de IR para pessoa física. Tesouro Selic: custódia B3 de 0,20% a.a. descontada. Simulação para fins comparativos.
A acumulação usa a taxa bruta do investimento (IR incide no resgate). Simulação aproximada.
Esta ferramenta é para fins comparativos e educacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Veja a simulação pronta para os valores mais buscados
Para receber uma renda mensal passiva de investimentos, o ponto de partida é a relação entre taxa de juros e patrimônio: quanto maior a rentabilidade líquida, menor o capital necessário. Essa diferença pode ser significativa entre produtos tributados e isentos de IR — e pode representar dezenas de milhares de reais a menos no patrimônio-alvo.
A fórmula básica para quem quer preservar o capital é simples: patrimônio = renda desejada ÷ taxa mensal líquida. Se você quer R$ 2.000 por mês e seu investimento rende 0,9% líquido ao mês, precisa de R$ 2.000 ÷ 0,009 = R$ 222.222.
A taxa líquida varia conforme o produto. CDBs são tributados pelo IR regressivo (15% após 720 dias), reduzindo o rendimento efetivo. LCI e LCA, isentas de IR para pessoa física, podem entregar mais líquido mesmo com percentual do CDI inferior ao CDB. Por isso, comparar sempre pelo rendimento líquido — não pelo percentual bruto — é essencial.
Existem duas estratégias fundamentais para viver de renda:
Preservar o capital significa viver apenas dos juros. O valor investido permanece intacto, a renda é perpétua e o patrimônio pode ser herdado. É a estratégia mais exigente em termos de capital inicial — mas a mais segura para quem planeja uma renda vitalícia ou quer deixar herança.
Consumir em N anos usa a fórmula de anuidade: o investidor retira uma parcela maior todo mês, que inclui juros e parte do capital investido. O saldo vai a zero ao fim do prazo definido. Exige menos patrimônio inicial, mas a renda tem prazo limitado. É uma opção prática para quem já tem uma previsão de quanto tempo precisará da renda — por exemplo, até a aposentadoria complementar entrar.
A hierarquia costuma favorecer os produtos isentos de IR. Com o CDI em torno de 14% ao ano, uma LCI a 90% do CDI rende aproximadamente 12,6% a.a. líquido, enquanto um CDB a 100% do CDI rende cerca de 11,9% a.a. líquido após IR de 15%. A diferença parece pequena, mas no patrimônio necessário ela se traduz em dezenas de milhares de reais a menos.
O Tesouro Selic também paga próximo ao CDI, mas tem a taxa de custódia B3 de 0,20% a.a. descontada antes do IR — o que o coloca um pouco atrás do CDB pós-fixado equivalente. A Poupança, apesar de isenta, rende apenas 0,5% ao mês fixo: com a Selic alta, ela exige o maior patrimônio entre os cinco produtos comparados.
Uma renda de R$ 2.000 por mês pode parecer suficiente hoje, mas perde poder de compra ao longo dos anos se a inflação não for considerada. Com IPCA em torno de 5% ao ano, essa renda equivale a apenas R$ 1.227 em poder de compra depois de 10 anos — uma redução de quase 40%.
Ao ativar a opção "Preservar poder de compra", a calculadora usa a rentabilidade real, descontando o IPCA da rentabilidade líquida pela fórmula de Fisher. Isso normalmente aumenta o patrimônio necessário de forma considerável: com CDI a 14% e IPCA a 5%, a taxa real líquida cai de ~8% para ~3% ao ano — o que pode mais que dobrar o capital exigido. Essa simulação é mais conservadora, mas representa melhor a realidade de quem planeja viver de renda por décadas.
A simulação considera o CDI atual como constante, mas as taxas de juros mudam ao longo do tempo. Em um cenário de queda da Selic, a rentabilidade dos investimentos pós-fixados diminui — e o patrimônio necessário seria maior do que o calculado hoje. Por isso, é prudente adicionar uma margem de segurança ao patrimônio-alvo, especialmente para estratégias de longo prazo.
Além disso, a inflação corrói o poder de compra da renda ao longo dos anos. Para uma renda vitalícia, considere reajustar periodicamente o valor sacado ou manter parte dos rendimentos reaplicados como proteção contra a inflação. A calculadora é educativa e não constitui recomendação de investimento.
Depende da rentabilidade líquida do investimento e do CDI atual. Quanto maior a taxa líquida mensal, menor o patrimônio necessário. Em geral, investimentos isentos de IR (como LCI/LCA) exigem menos capital do que CDBs tributados com rentabilidade equivalente. Use a calculadora acima para ver uma estimativa atualizada com o CDI de hoje.
Preservar o capital significa viver apenas dos juros, sem consumir o valor investido. Você recebe a renda mensal indefinidamente e o patrimônio permanece intacto para ser herdado ou resgatado. É a estratégia mais exigente em capital inicial, mas garante renda perpétua.
Nesse modo o capital vai a zero ao fim do prazo escolhido. A calculadora usa a fórmula de anuidade — a retirada mensal inclui juros e parte do capital investido, então você precisa de menos patrimônio inicial do que no modo "Preservar capital". É uma opção prática para quem já tem uma previsão de quanto tempo precisará da renda — por exemplo, até a aposentadoria complementar entrar.
No modo 'preservar', você vive dos juros e o capital fica intacto — precisa de um patrimônio maior, mas a renda é perpétua. No modo 'consumir em N anos', o capital vai a zero no final do prazo — precisa de menos capital inicial, mas a renda tem prazo definido.
Preservar o poder de compra significa considerar a inflação na simulação. Ao ativar essa opção, a calculadora desconta o IPCA acumulado em 12 meses da rentabilidade líquida para estimar a rentabilidade real. O patrimônio necessário aumenta, mas a simulação reflete melhor a realidade de quem planeja viver de renda por muitos anos.
Em muitos cenários, sim. LCI e LCA são isentas de Imposto de Renda para pessoa física, enquanto o CDB é tributado com IR de 15% no longo prazo. Isso significa que uma LCI a 90% do CDI pode render mais líquido do que um CDB a 100% do CDI — e exigir menos patrimônio para gerar a mesma renda mensal.
Não. A simulação considera o CDI atual como constante, mas as taxas de juros mudam ao longo do tempo. Em um cenário de queda da Selic, a rentabilidade dos investimentos pós-fixados diminui, exigindo maior patrimônio. A calculadora é educativa e não constitui recomendação de investimento.
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